Ela olhou fixo pra mim, remexendo os cabides de roupas infantis na loja, e me perguntou séria e linda, “porque sentimos uma coisa tão forte uma pela outra? Você sente isso também não sente?” e eu concordei, com tudo o que ela dizia, e senti todas as coisas fortes de que ela falava, então não demonstrei as minhas teorias do “porque sentíamos a mesma coisa forte uma pela outra”, mas eu digo agora: sentimos essa coisa forte, porque somos pessoas inteiras, intensas e prontas pro que há de vir. O que há de vir? não sei, talvez o amor, talvez dor, talvez alegrias completas e inteiras como nós duas. Algo vai vir, algo vai ir, talvez, mas não quero pensar nisso, sentimos algo que é forte de mais pra pensar no que vai vir. Quero presenças, presentes completos, sem futuro ou passado; quero você, inteira como está, pra mim, sem te prender ou te cobrar algo eterno; só quero que quando estivermos juntas, sentindo essa coisa forte, só quero que você seja minha, sem virgulas, sem aspas, mas com reticências, com essa coisa absurdamente gigante e pura e forte e madura que ja construímos. Sentimos essa coisa forte uma pela outra, porque nós podemos sentir, porque nós somos capazes ainda dessas coisas boas, como gostar de alguém de verdade, como querer bem uma outra pessoa, como deixar outra pessoa te fazer bem, se sentir bem e só, sem buscar um amor eterno ou grades que prendam. Somos capazes disso, dessas coisas boas que a vida oferece, e sentimos porque sabemos valorizar um gesto de carinho e um momento bom. Te quero Bem. De bem, com a vida, com o amor e bem comigo. Vem que eu te cuido, te preservo e te faço feliz sem te cobrar promessas. Vem ficar junto, bem pertinho desse meu coração que sente o calor do seu peito, me ensinando que algumas pessoas valem muito a pena, e que acreditar nelas é um gesto de amor próprio, de confiança em si mesmo. Vem, que eu te espero com aquele chocolate quente e aquela meia no pé, com meus braços abertos esperando seu rosto no meu peito, no escurinho, pra rever aquele filme que a gente viu no cinema, e não entendeu nada, porque não tiramos os olhos uma da outra. Vem, que as minhas mãos buscam as suas mãos, o seu rosto, e o meu “te querer bem” te quer agora.

AnaliceRitzel - TOPN

Postado em 1/04/2012 às 1:08 pm

Eu precisaria de pelo menos uma semana pra conseguir uma definição pra o que eram aqueles olhos de Isabele. Nenhum traço de anjo ou demônio, de pureza ou malicia, de bondade ou maldade, apenas alguma coisa que me prendia e me roubava o fôlego de vez em quando, quando ela insistia em me olhar fundo nos olhos e dar um suspiro de desistência. Nunca mais encontrei olhos como os de Isabele. Encontrei outros, mais intensos, mais significativos, mais firmes e decididos, e sedutores, e encontrei outros também, bem mais leves que os olhos de Isabele. Há muito sinto falta, daqueles olhos a espreita, me olhando de canto, caçando um detalhe, uma falha, uma beleza que eu não possuo. Quantas vezes encontrei nos seus olhos uma direção, uma resposta, um silêncio que nada preenchia, um amor que talvez tenha durado apenas um verão, e que ainda habita dentro de mim por muitos invernos, e que esta falando agora, pra mim abrir mão dessa estação e deixar florir a primavera. O que foram seus olhos Isabele? Que espelho você refletia? Nunca soube. Nunca. Nem mesmo que cor eles teriam. Nem mesmo o tamanho e nem porque brilhavam tanto; uma luz que me deixava cega, que me impedia de ver além. Hoje eu descobri que aqueles olhos eram meus; eram os meus olhos que refletiam no seu espelho. A luz era minha, o brilho era meu, a falta de traços também, tudo era só um reflexo dos meus olhos nos seus. Hoje eu descobri que você, era apenas um par de olhos sem sentido algum. Os “olhos de Capitu” não eram seus, eram meus. Só meus.

Postado em 31/03/2012 às 10:04 pm
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Quem era aquele cara?

Sim, eu me fiz esta pergunta por mais de cem vezes. A resposta. Aquele cara eu não sabia quem era, aquele cara, aquele que estava sorrindo a 15 metros de mim sem saber que eu estava ali, naquela mesa, em meio há tantas pessoas e cadeiras, aquele cara, aquele eu não conhecia. O cara que eu conheci não era aquele; aquele, com aquele sorriso era o verdadeiro, e eu, conheci apenas um personagem que ele adorava encenar pra mim, cheio de poses e frases clichês que eu até decorei, por ouvir tanto. O cara que estava sorrindo, também não era aquele que eu vi pela primeira vez, que possuía rosto de anjo, e cabelos lisos, e um sorriso que, nossa! pra que olhos com um sorriso daqueles?

Não, eu não conhecia aquele cara, apenas achei que o conhecia. Beijei os labios de outro cara que não aquele que estava tão feliz em meio há tantos outros bobos da corte sem caminho fixo, olhei nos olhos de outro menino que não os olhos daquele que estava ali, tão vulgarmente vestido, e agindo como se coração não houvesse em seu peito. Talvez não haja de forma nenhuma, algo pra que ele possa sentir dentro dele.

 Aquele cara tão sorridente, que eu vi, agora estava sem a mascara, agora sim, eu podia ver ele sem aquela coisa dura e feia que o escondia. Esse cara, eu não cheguei a conhecer, conheci alguém com a alma suja e o rosto bruto dele.

 Quero dizer, explicando neste texto, que não doeu, nenhum pouquinho, nem um rasguinho, e que não sinto nenhum pudor de não ter sentido nem se quer um pequeno  ódio, ou uma grama de magoa, porque não o senti, porque não fez diferença alguma ele estar ali ou não estar, porque eu sei, que se ele não estivesse ali, eu teria comido meu sanduíche e ingerido a minha coca da mesma forma. Ele é só mais um cara desprovido de caminhos.

 Estou completamente apaixonada por mim e tenho sido correspondida. Descobri a independência e a auto-suficiência, que são os melhores amantes que uma mulher de verdade pode ter. Quando o cara do sorriso sumiu da minha vista, lembrei que meus labios pediam uma autorização pra sorrir. Lá estava eu, me permitindo ser feliz como nunca, como sempre, como todos  os dias.

 AnaliceRitzel - TOPN

Postado em 11/03/2012 às 10:14 am
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Postado em 19/02/2012 às 9:03 pm com 17 notas
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Não posso mentir dizendo que não senti nada e que não doeu. Acontece que você sempre me dói vez ou outra, assim, de leve, esquecida, perdida em um cantinho escuro do coração. Doeu. Mas, dessa vez, você me doeu ardida, ferida, magoada. Mexeu na cicatriz como quem mexe em papeis antigos e depois coloca fogo, sem dó das lembranças e das cartas e das palavras escritas em dias tristes. Você me doeu suspeita, eficaz, imprevisível. Já há muito não me doía, já há muito você sumiu dos meus olhos, da minha mente e dos meus planos, então, você resolve aparecer, assim, do nada, sem dó de me fazer chorar, e não me pergunte você, porque ela voltou. Já eu, boba, tola, acreditei que o amor já houvesse ido pra sempre, por caminhos mais tortos que os meus, e que jamais se cruzariam novamente. Me enganei, me enganei acreditando que a vida me daria um pouco mais de leveza e sossego. Me enganei como quem se engana que, dois mais dois são cinco, ou, três. Mas eu sei que devo me acostumar com essas aparições de fantasmas, porque vez em quando, ou, vez em sempre, ela vai voltar, porque o mundo é pequeno de mais pra quem amou tanto alguém e teve de partir. O mundo é pequeno de mais pra nós. O que você sentiu quando ficou passando e repassando, e tripassando todas aquelas vezes de mãos dadas com outra só pra mim te notar? Queria mostrar pra minha dor que você esta feliz? Queria que meus olhos apenas vissem que você estava ali, viva, presente? Eu nunca vou saber, e procuro não pensar nas respostas, porque elas, completas ou pelo meio, sempre, não terão mais tanto valor. Imprevisível foi você passar do meu lado sorrindo, e eu só notar seu rosto depois de você atravessar a rua, triste pela minha indiferença. Como eu pude não te ver em meio a tantos outros? Eu te via a milhas de distância antigamente, sem me confundir ou me enganar. Era você, vai ser você, e vai doer pra sempre todas as vezes que eu te ver passando, sorrindo pelas ruas onde eu passei meses chorando e lamentando sua ausência. Você é uma dor eterna, que não tem cura, que sempre deixa a ferida aberta. Você esta presente, mesmo a tantos quilômetros longe de mim.

30/01/2012 

Postado em 2/02/2012 às 9:54 pm
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“Eu não entendia, não entendo e nunca poderia entender – veja bem, ele dizia me amar. Sim, claro, eu sou uma doente mental que acredita no que nos dizem…

Postado em 1/01/2012 às 8:49 pm com 30 notas
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“Em movimento, andando por aí, perdendo ou ganhando, levando porrada, tentando amar.

Postado em 1/01/2012 às 8:40 pm com 222 notas
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Menino. Eu te amo não significa “com licença, por favor”. Você ja deveria ter aprendido.


Postado em 1/01/2012 às 2:33 pm
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Postado em 31/12/2011 às 5:30 pm com 9 notas
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Postado em 25/12/2011 às 10:57 am com 31 464 notas
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Postado em 25/12/2011 às 10:54 am com 9 909 notas
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Postado em 25/12/2011 às 10:27 am com 4 171 notas
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momentos-so-meus:

(Martha Medeiros)

Postado em 4/12/2011 às 2:14 pm com 3 116 notas
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“Coloquei tantos pontos finais em nós que acabamos cheios de reticências.

Postado em 4/12/2011 às 2:08 pm com 1 104 notas
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Postado em 4/12/2011 às 2:06 pm com 1 851 notas
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